Pelo menos 58 pessoas foram mortas e dezenas ficaram feridas no que teria sido um ataque químico em uma cidade no noroeste da Síria, dominada por rebeldes.
O Observatório Sírio de Direitos Humanos, um grupo de monitoramento do conflito, afirmou que ataques aéreos do governo sírio ou de aviões russos na cidade de Khan Sheikhoun asfixiaram muitas pessoas.
Momentos depois, aviões dispararam foguetes contra clínicas locais que cuidavam dos sobreviventes, segundo médicos e ativistas.
Uma fonte militar síria negou que o governo tenha usado armas químicas.
O Ministério de Defesa da Rússia também afirmou não ter realizado nenhum ataque aéreo na região.
Em comunicado, a Casa Branca disse "ter certeza" de que o governo de Bashar al-Assad está por trás do ataque.

Reino Unido e França também condenaram a ação e pediram uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU.
Se confirmado, este seria um dos ataques químicos mais mortais na guerra civil síria.
Que substância foi usada?
O Observatório Sírio de Direitos Humanos diz que não foi possível determinar que tipo de substância teria sido usada no ataque.
O EMC e os Comitês de Coordenação Local afirmam que pode ter sido o gás sarin, que é altamente tóxico e considerado 20 vezes mais letal do que o cianureto.
O sarin já foi usado antes na Síria?
O governo sírio foi acusado pelas potências ocidentais de atirar foguetes cheios de sarin em uma série de subúrbios da capital, Damasco, que eram controlados pelos rebeldes em agosto de 2013, matando centenas de pessoas
