Mercados emergentes excessivamente endividados correm o risco de trombar de frente com um dólar fortalecido

Fonte:The Economis/Estadão - 19/03/15

Contrair dívidas em dólar é uma prática generalizada - o mundo inteiro faz -, mas é nos mercados emergentes que mais cresceu esse tipo de endividamento.

Entre 2009 e 2014, as dívidas denominadas em dólar dos países em desenvolvimento, tanto sob a forma de empréstimos bancários, como de títulos emitidos, mais que dobrou, passando de aproximadamente US$ 2 trilhões para cerca de US$ 4,5 trilhões, segundo o BIS (Banco de Compensações Internacionais).

Países como Brasil, África do Sul e Turquia, cujo volume de exportações é muito menor que o de importações, financiam seus déficits em conta corrente contraindo empréstimos no exterior.

Mas até países com a balança comercial equilibrada vêm se endividando pesadamente. Com a taxa de juros que incide sobre os ativos americanos em nível tão baixo - um título do Tesouro dos EUA com cinco anos de vencimento paga só 1,5% - quem tinha dólares para investir vinha procurando negócios mais atraentes. As empresas dos mercados emergentes pareciam candidatas perfeitas.

Algumas são figurinhas carimbadas: gigantes estatais do setor de energia, como a russa Gazprom e a brasileira Petrobrás emitem títulos em dólares por meio de subsidiárias com sede em Luxemburgo ou nas Ilhas Cayman. Outras são de menor porte. Nos últimos meses, a incorporadora indiana Lodha, a geradora de energia sul-africana Eskom e a turca Yasar, que atua no ramo de refeições congeladas, também realizaram emissões em dólar.

Ao tomar empréstimos em moeda americana, pagando juros vários pontos percentuais abaixo da taxa incidente sobre suas moedas locais, os CEOs dessas empresas impulsionaram seus lucros no curto prazo.

O Estado de São Paulo com The Economist

Brasil: valorização do Dólar ou depreciação do real?

Claudio Peppe

Os dois fenômenos estão ocorrendo no Brasil.Por um lado, a crise de credibilidade e gestão do governo Dilma, seguida de fuga de capital e renúncia de investimento, tem levado a depreciação do Real e a recessão econômica.Do outro lado,está ocorrendo uma valorização do Dólar internacionalmente, por conta de fatores atrelados a política de juros dos Estados Unidos e, pelo crescimento econômico verificado no país.

Culpa do Governo

De acordo com o sr. Robson Braga de Andrade, presidente da CNI, avalia que, alem da recessão econômica, o governo tem sua parte de responsabilidade pelo encolhimento da indústria de transformação, que chegou a ter uma participação de quase 18% do PIB brasileiro em 2004, mas desde então veio caindo a cada ano.

O Sobe e Desce do Dólar

Entenda a variação do Dólar

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