Petrobras."Crise em águas profundas".
Saber Atual. Claudio Peppe. Geógrafo,e Professor de Geografia com pós graduação em Mercado Financeiro
Maior empresa do Brasil em patrimônio orgulho de todo brasileiro, e a preferida na BM&FBOVESPA, está virando pó.

A empresa nos últimos anos vem amargando sucessivamente uma forte desvalorização no mercado acionário desde o fim do governo Lula quando valia R$380,2 bilhões, caindo na atualidade para R$173,9 bilhões (novembro de2014) no governo Dilma Rousseff,chegando ao ponto de ser superada em valor na Bolsa de valores pela AMBEV (R$251,3 bilhões) e pelo banco Itaú/Unibanco (R$184,2 bilhões).
Em 2007 ainda no governo Lula, a empresa chegou a ser cotada a R$429,9 bilhões quando comprovadas grandes reservas do pré-sal, superiores as anunciadas em 2006.

Em setembro de 2010, já com forte desvalorização (R$54,00 em 2008 – R$30,00 em 2010) a Petrobras realizou um IPO (Initial Public Offering em inglês, ou seja, Oferta Pública Inicial).
O preço por ação da Petrobras no processo de capitalização da estatal em setembro de 2010, foi definido em R$ 29,65 por papel ON (ordinária, com voto) e R$ 26,30 por PN (preferencial, sem voto), segundo a assessoria de imprensa da estatal.
A oferta principal foi responsável por um aumento de capital social da companhia equivalente ao montante de R$ 120.360 bilhões cujo valor poderia ser superior a R$ 200 bilhões se não fosse a sua desvalorização de mercado.
A Desvalorização


Página Infeliz da sua História
Motivos não faltam que justifiquem essa desvalorização, entre os mais comentados pelos acionistas é a ingerência do PT e do Governo Federal. Outro forte motivo é a corrupção, caracterizada pelo modelo de contratação firmados com a estatal – que, por um decreto presidencial, não precisa respeitar a lei de licitações – eram superfaturados.Como resultado, os recursos desviados alimentavam uma engenhosa engrenagem financeira do doleiro Alberto Yousseff, principal suspeito por distribuir recursos para políticos do PT, PP e PMDB que por sua vez, faziam o rateio da propina arrecadada.Esse modelo corrupto de gestão se traduziu em prejuízo da própria empresa, dos acionistas e do consumidor final, comprometendo a sua imagem junto ao mercado acionário.
Tenebrosas transações
Ainda podemos citar o custo dos investimentos feitos pela empresa, cujo retorno é duvidoso e questionável como na Refinaria de Pasadena e Abreu e Lima, que somada a possível favorecimento e corrupção de funcionários, deu origem a um processo de investigação civil e criminal no Brasil e Estados Unidos.

Para se ter uma ideia do descontentamento dos acionistas nacional e estrangeiros, no início de 2008 as ações da Petr4 eram negociadas acima de R$50,00 sem considerar a inflação do período.
Sexta feira (14/11/14) as ações da Petr4 fecharam a R$13,20, com desvalorização de 2,94% e registrando 57.125 negócios, demonstrando a fortíssima pressão de venda.
A Petrobras é sem dúvida alguma uma grande empresa, com tecnologia de ponta na prospecção, extração, refino e transporte de petróleo, classificada como uma entre as melhores do mundo.
As reservas de petróleo do Brasil são fantásticas, tanto em área continental como na Plataforma Continental, no relevo submarino. Nosso mercado consumidor é muito grande, devido ao predomínio de transporte rodoviário em detrimento aos demais tipos.
Com todos esses fatores favoráveis, o Brasil era para ser uma Potência Mundial no diz respeito ao “Mundo do Petróleo” e com estados ricos devido à ocorrência do “Ouro Negro”, como podemos citar o Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Bahia, Alagoas, Sergipe, Rio Grande do Norte e Amazonas. Mas com o atual modelo de gestão, não favorece o Estado Produtor, cabendo apenas 2% da produção e nem ao investidor, cuja empresa já perdeu a credibilidade de mercado.
Para recuperar o valor e a credibilidade da Petrobras será preciso uma severa auditoria fiscal e a total eliminação dos corruptos e corruptores do poder administrativo e produtivo da empresa.
Quando isso ocorrer e se ocorrer, o potencial de valorização da Petr4 pode superar a 400% ou seja, uma cotação superior a R$60,00 por ação é possível, marcando a volta do investidor e a distribuição de lucro.
