Entre os 22 países emergentes de relevância, o Brasil é o 3º com a menor taxa de investimento.

Taxa de Investimento do Brasil

Por Claudio Peppe.
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Em reportagem realizada pela folha de São Paulo no dia 13/04/2014, mostra as deficiências do Brasil, principalmente na capacidade de poupar para investir, numa situação inferiorizada em relação aos seus pares emergentes.O Brasil tem investido pouco (18,1% do PIB), mas poupado menos ainda (15,7%).
A diferença tem sido coberta por uma poupança externa de 2,4% (equivalente ao déficit em conta corrente)
Para complicar o quadro já debilitado, os gastos públicos ao contrario que as autoridades afirmam não vem diminuindo satisfatoriamente como deveriam. Por outro lado, a carga tributária vem subindo numa constante, assim como a taxa de juros referencial, a SELIC. A luz vermelha já acendeu e preocupa, pois a economia não cresce o suficiente para gerar divisas e poupança e, a inflação dá sinais que não quer ceder.

O Brasil é um dos países que menos poupam no mundo, como mostra acima o infográfico produzido com recursos oferecidos pelo Fundo Monetário Internacional.
Apenas 14% da renda nacional deixa de ser consumida pelas famílias e pelos governo, enquanto a média dos países pobres e emergentes é de 33%
Reportagem da Folha
A poupança dos países emergentes e em desenvolvimento saltou dez pontos percentuais entre 1990 e 2013, para 33% do PIB (Produto Interno Bruto).
A tendência contrasta com o encolhimento da economia feita por famílias, governo e empresas no Brasil, onde a taxa de poupança encolheu de 19,4% para 13,9% do PIB no mesmo período.
Ou seja, o Brasil poupou, no ano passado, menos da metade que a média de seus pares, a maior distância registrada desde pelo menos 1980, segundo dados do Fundo Monetário Internacional.

Como consequência da baixa poupança doméstica brasileira, o país também investe pouco.
Entre 22 emergentes importantes, o Brasil é o terceiro com a menor taxa de investimento, 18,4% do PIB em 2013.
Esse contexto ajuda a explicar o cenário atual de inflação elevada, em que o aumento da oferta de bens e serviços não tem acompanhado a expansão da demanda. E faz com que o Brasil caminhe na contramão do mundo em termos de política monetária.
Custo da Energia
Outro grande problema a ser enfrentado pelo governo e pela sociedade, é o custo da Energia Elétrica. Com o reajuste de 2014, a luz fica 24% mais cara que em 2012. Os preços médios em 2014, ficarão em R$182,00 por megawatt-hora (MWH). Em 2012, o preço médio era de R$147,00 por megawatt-hora (MWH). O reajuste da energia, é muito superior a inflação acumulada desde setembro de 2012, que foi de 11%.
Veja o quadro explicativo abaixo:
