Hitler utilizou o aparato do Estado nazista de forma sistemática e organizada para perseguir e punir judeus, implementando políticas de discriminação racial e violência. Através de leis como as Leis de Nuremberg de 1935, os judeus foram excluídos da vida pública, perdendo direitos civis e sendo proibidos de se casar com não-judeus. A propaganda estatal, dirigida pelo Ministério da Propaganda de Joseph Goebbels, disseminava ódio antissemita, demonizando os judeus como inimigos do Estado.
A polícia secreta (Gestapo) e as SS (Schutzstaffel), comandadas por Heinrich Himmler, executavam prisões, deportações e, eventualmente, assassinatos em massa. Com a eclosão da Segunda Guerra Mundial, Hitler intensificou a perseguição com a implementação da "Solução Final", que visava o extermínio dos judeus. Milhões foram enviados para campos de concentração e extermínio, como Auschwitz, onde foram mortos em câmaras de gás ou por trabalhos forçados. O aparato burocrático do Estado, desde a polícia até o sistema ferroviário, foi mobilizado para facilitar o genocídio, conhecido como o Holocausto, resultando na morte de cerca de seis milhões de judeus
