Capítulo VIII – 1964: o golpe, a legitimação e a construção do regime
1. O golpe como processo, não como evento
O movimento que depôs João Goulart em 31 de março de 1964 não pode ser compreendido como um simples episódio militar. Ele foi, antes de tudo, o desfecho de um processo prolongado de… Leia mais
Capítulo IX – O Estado de exceção permanente: repressão, censura e engenharia institucional
1. Da exceção provisória à normalização do arbítrio
Nos primeiros anos após 1964, o regime ainda preservava a aparência de transitoriedade. Falava-se em “saneamento”, “correção de rumos” e “retorno… Leia mais
Capítulo X – Economia, poder e legitimação: o desenvolvimentismo autoritário
1. O crescimento como estratégia política
Desde os primeiros anos do regime, os governos militares compreenderam que a estabilidade política baseada exclusivamente na repressão seria insuficiente. Era necessário… Leia mais
Capítulo XII – Autoritarismo, memória e democracia: os limites da transição brasileira
1. A transição sem ruptura
A transição brasileira do regime autoritário para a ordem constitucional não foi resultado de uma ruptura política clara, mas de um processo negociado, lento e profundamente… Leia mais
? CONCLUSÃO GERAL – As raízes longas do autoritarismo e os desafios da democracia
A trajetória histórica analisada neste livro demonstra que o autoritarismo no mundo contemporâneo não pode ser compreendido como simples desvio, acidente ou anomalia política. Ao contrário, ele constitui uma… Leia mais